Reformar ou demolir? Veja o que observar antes de tomar a decisão

Ao comprar um imóvel antigo, é comum a dúvida se é melhor reformar ou demolir e construir de novo. A decisão pode representar um grande problema, caso não seja tomada corretamente e pode gerar consequências difíceis de gerenciar e custos acima do previsto.

O arquiteto Marcio Gifford, especialista do ramo, orienta sobre o que considerar na hora de reformar um imóvel:

Apartamentos: novas normas requerem atenção

É preciso muita atenção quando pensar que só “uma reforminha” resolve o assunto. Atualmente, para reformas em apartamentos, é necessário um profissional que se responsabilize pela obra e entregar toda a documentação da reforma para o síndico do prédio.

Isso inclui projetos de arquitetura (quando houver modificações de paredes), elétrica e hidráulica (quando houver modificações de pontos de elétrica e hidráulica), memoriais descritivos e dos documentos de responsabilidade pela obra, seja o RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) emitido por arquitetos, ou a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida por engenheiros.

Sem essa documentação, existe uma grande probabilidade de o condomínio não autorizar a obra ou até embargá-la.

Imóveis de rua (casas e lojas): reformar ou demolir?

Dependendo do estado do imóvel e do projeto que se quer implantar, é recomendável avaliar se é melhor reformar ou demolir o imóvel e construir outro novo. Para isso, é importante considerar os seguintes pontos:

– Analise todos os projetos existentes e observe o histórico das obras realizadas, para que se ter uma real ideia da condição do imóvel;

– Derrubar paredes, trocar telhados e fazer alterações estruturais na planta original, na fundação e alvenaria pode não compensar, dependendo do projeto que se quer implantar. Por isso, é preciso avaliar o custo da reforma em comparação ao de uma nova construção, com um orçamento bem detalhado;

Demolição Total

Em caso de demolição total do imóvel, a nova construção deve obedecer à legislação atual, que em determinados casos exige recuos frontais que podem ser de 4 metros ou mais.

Além disso, é necessário cumprir todos os demais itens exigidos para a construção do imóvel, como recuos laterais, recuo de fundo, área permeável, taxa de ocupação do terreno, área máxima construída, entre outros.

Recomendações para todos os tipos de imóveis

– É importante conferir se as plantas existentes estão de acordo com a realidade construída (o que nem sempre acontece). Com isso, é possível evitar as “surpresas” que podem acontecer durante uma reforma e que acabam encarecendo o preço inicial da obra.

– Ter projetos e planejamento na execução é fundamental, pois a falta deles sempre encarece uma obra, seja ela reforma ou construção.

– A troca da parte hidráulica e elétrica de um imóvel antigo é sempre recomendável e é melhor fazê-la durante a reforma, pois se for deixada para depois poderá ser necessário quebrar todo o trabalho executado;

– É necessário estudar e avaliar bem para que a parte reformada do imóvel não destoe da parte não reformada. Isso evita que depois seja necessário realizar  uma grande reforma, com um custo e prazo de obra muito acima do desejado.

– Os custos variam de acordo com a região e o padrão dos acabamentos escolhidos. Pesquisar preços de materiais é a melhor dica para quem vai construir ou reformar, pois sempre existem promoções que podem gerar uma grande economia na obra.

O arquiteto sugere ao comprador sem conhecimento do tema que leve um profissional especializado para avaliar o imóvel antes de fechar o negócio. Isto evita frustrações após a compra do bem.

 

Fonte: ZAP

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