Por uma taxa condominial mais enxuta

Com a atual crise econômica, com índices altos de inflação e orçamento mais curto, conseguir reduzir o custo da taxa condominial é “sonho de consumo” de qualquer síndico, que normalmente é bastante questionado sobre o valor do condomínio a cada mês. A tarefa não é fácil e exige um amplo estudo de planejamento financeiro. “Não existe fórmula mágica. É preciso sempre rever os gastos e avaliar quais podem ser cortados de forma inteligente e respeitando as peculiaridades de cada realidade condominial”, recomenda a diretora da Exclusiva Condomínios, Juliana Gralike, em Londrina.

Segundo ela, o que mais pesa na folha de pagamento são os gastos com funcionários, o que chega a variar de 70% a 80% do total das despesas de um condomínio. “Cada caso é um caso, mas, de modo geral, para uma economia mais significativa, sugerimos a otimização da jornada de trabalho, o que reduz o desgaste físico dos funcionários e ainda diminui os gastos com horas extras”, orienta. “É sempre bom lembrar que para qualquer mudança que envolva questões trabalhistas deve passar por uma análise jurídica preventiva para evitar problemas futuros”, alerta.

Ela também sugere como medidas de redução de custos a economia de água, a substituição de lâmpadas convencionais por LED e a revisão constante das instalações hidráulicas e elétricas dos condomínios. “Temos o caso de um cliente em que apenas um vazamento da válvula hidra de uma unidade do seu condomínio estava gerando um custo mensal a mais de R$ 4 mil na conta de água”, cita. Buscar meios de economizar deve ser um trabalho contínuo e gradativo. É a soma de pequenas economias que irá fazer a diferença no final. A lâmpada LED pode até ter custo três vezes maior do que a convencional, mas se a sua substituição for feita de forma gradativa, no final irá valer a pena”, exemplifica.

PORTARIA OTIMIZADA

No condomínio do síndico profissional Ronaldo João Zandomenighi, no qual ele também é responsável pela administração condominial, manter a portaria funcionando 24 horas estava onerando demais a folha de pagamento e a opção para reduzir custos foi otimizar a escala de trabalho, mantendo apenas dois funcionários trabalhando. A medida também envolveu investimentos em equipamentos de segurança, como biometria, câmeras de monitoria e controle de acesso. “Dessa maneira, conseguimos uma redução que varia de 30% a 35% da folha de pagamento. Com a mudança de escala, não temos mais porteiros no horário da meia-noite às 7 horas, assim como aos domingos e feriados. Isso exigiu também uma reeducação dos moradores sobre a sua responsabilidade de também fiscalizar a segurança local”, destaca.

Por sua atuação profissional, Zandomenighi observa que uma ação que pode ajudar na ideia de reduzir custos é a revisão e/ou renegociação de contratos para a obtenção de melhores fornecedores.

 

Fonte: Folhaweb

 

6 dicas para prevenir a dengue no verão
PBGás mostra como reduzir custos operacionais dos edifícios